Menopausa e os sintomas de curto a longo prazo

Por muitos anos acreditava-se que a menopausa era uma doença. Hoje já se sabe que a menopausa é um processo fisiológico natural que ocorre na vida das mulheres, que geralmente se inicia entre os 45-50 anos, período esse que corresponde à fase da vida da mulher em que ocorre a transição do período reprodutivo onde a mulher passa a ter dificuldades para engravidar e ficar não reprodutivo.

A menopausa delimita as duas fases do climatério: pré-menopausa e pós-menopausa. A fase pré-climatério é caracterizada por alterações hormonais no quais os níveis de estrógeno e progesterona (hormônios sexuais femininos) diminuem gradativamente até que os ovários deixem de produzi-los e com isso, a ovulação cessa. Dessa forma a menstruação passa a ser irregular, havendo episódios de hemorragias, períodos de escassez, fazendo que seja mais ou menos freqüentes, até que cesse de vez, o que caracteriza o início do pós climatério que se prolonga até a velhice (período indeterminado).

menopausa da mulher

Embora a menopausa não seja uma doença e sim um período na vida da mulher, é fortemente marcado por diversas alterações fisiológicas, psicológicas e sociais importantes, com vários sintomas característicos que causam grandes desconfortos e prejudicam a qualidade de vida das mulheres.

Esta transição hormonal pode ainda levar ao aparecimento e/ou agravar algumas doenças. Em longo prazo, o mais comum é a osteoporose (fraturas osteoporóticas), acidentes cardiovasculares, aterosclerose, alterações degenerativas do sistema nervoso central como o Alzheimer. Essas são as de maior importância uma vez que representam altos índices de mortalidade, sendo aproximadamente 52% das mortes em mulheres acima de 50 anos.

Evidentemente que além dessas possíveis conseqüência à longo prazo, a curto e médio prazo temos comumente alguns sintomas:

SINTOMAS A CURTO PRAZO

– Ondas de calor repentinas (geralmente pescoço, face e tórax). Sintoma inicial mais como que acomete mais de 50% das mulheres que entram na menopausa, no entanto sua freqüência diminui para 30% das mulheres após três anos de menopausa. Lembrando que esse sintoma poderá persistir em até 16% das mulheres com 67 anos de idade;

– Suores noturnos;
– Alterações no sono (insônia);
– Alterações de humor como irritabilidade;
– Depressão.

MÉDIO PRAZO

– Diminuição de libido sexual (menor desejo sexual);
– Ressecamento vaginal;
– Dor durante o ato sexual (dispareunia);
– Atrofia em órgãos genitais;
– Diminuição de atenção e de perda/diminuição de memória.

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL

A Terapia de Reposição Hormonal tem o objetivo de fornecer a mulher os hormônios que estão em déficit a fim de amenizar ou eliminar os sintomas já mencionados e melhorar a qualidade de vida. A modulação hormonal feita com hormônios bioidênticos (TMHB) é a terapia mais moderna e que apresenta melhores resultados com menos efeitos colaterais. O hormônio bioidêntico é uma substância que possui “uma estrutura molecular exatamente idêntica à dos hormônios equivalentes produzidos pelo nosso próprio organismo, independentemente da fonte da qual se origina (assim pode ser natural ou sintética)” (hormônios bioidênticos, 2012).

Porém é fundamental que antes de iniciar esta terapia a mulher passe por uma avaliação médica muito criteriosa a fim de investigar se esta é a melhor opção ou não.

NUTRIÇÃO NA MENOPAUSA

A alimentação saudável e adequada pode auxiliar as mulheres na menopausa a amenizar os sintomas indesejáveis e alcançar ou manter um peso saudável. Isto tanto para as que fazem reposição hormonal, quanto principalmente àquelas que por algum motivo não podem fazer.

É comum que nesta fase haja uma maior facilidade de armazenar gordura e diminuir massa magra, nesta condição o metabolismo desacelera, a mulher vai ficando com uma composição corporal mais andrógena (com acúmulo de gordura abdominal), e isto representa maior risco às doenças cardiovasculares, como já mencionado, resistência insulínica, Diabetes tipo II e hipertensão arterial. Além disto, estudos demonstram que mulheres que apresentam, sobrepeso ou obesidade na menopausa podem ter sintomas mais intensos.
Há nutrientes específicos que tem ação na modulação hormonal e consequentemente pode amenizar os sintomas da menopausa. Portanto, fazer uma alimentação saudável consumindo com maior freqüência estes alimentos pode beneficiar muito as mulheres neste período.

Contudo fatores como o sedentarismo, obesidade e todas as doenças associadas com desequilíbrios orgânicos, excesso de consumo de alimentos industrializados, estresse, por exemplo, tem influência direta com a intensidade de tais sintomas.

Dessa forma, podemos ressaltar que para que possamos diminuí-los, a alimentação bem como a prática regular de exercícios físicos é fundamental.
Sendo assim, é primordial cuidar da alimentação, iniciando esse cuidado desde a infância e adolescência, pensando sempre na prevenção, pois dessa forma conseguimos modular todos esses sintomas, bem como prevenir algumas doenças crônicas associadas com estilo de vida e alimentação.

Vitamina B de bom humor

Escolhas feitas à mesa têm tudo a ver com a maneira como você leva a vida. O time vitaminado do complexo B não pode faltar no prato de quem deseja manter a apatia e o desânimo bem longe da rotina

Às vezes o dia acorda mais cinzento. Bate aquele cansaço, uma preguiça quase insuportável de encarar o mundo. Quando isso acontece, repare que é comum jogar a culpa no excesso de trabalho, nas vias intransitáveis da cidade, entupidas de veículos, e nas contas a pagar. Sobra até para a sogra, mas raramente relacionamos a falta de ânimo ao que comemos. Segundo pesquisas recentes, já está mais do que na hora de levar esse elo a sério. “Muitas doenças de fundo emocional são favorecidas, também, pela alimentação”, revela a nutricionista Silvia Papini, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo.

Esqueça a ideia de que abocanhar um chocolate é a solução para melhorar o humor. Está certo que uma barra de cacau que derrete na boca é puro deleite. No entanto, vamos falar aqui de como nossos hábitos alimentares podem contribuir para a produção e a manutenção de substâncias que preservam o alto-astral. Nesse cenário, destacam-se algumas vitaminas do complexo B. Acaba de ser publicado pelo Instituto Rush para o Envelhecimento Saudável, nos Estados Unidos, um trabalho que evidencia o vínculo entre o consumo de B6 e B12 e a prevenção de sintomas de depressão. “Níveis insuficientes desses micronutrientes estão associados à doença”, escreve Kimberly Skarupski, professora do Centro Médico da Universidade Rush, em artigo enviado a SAÚDE!. Em outras palavras, investir nas fontes dessas substâncias ajudaria a afastar a fadiga e os pensamentos negativos.

Por sorte, elas estão bem distribuídas nos alimentos. “Carnes, ovos e folhas verdes são ricos em vitaminas do complexo B”, conta a nutricionista Lara Siqueira, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar, em São Paulo. “O problema é que a população não está comendo direito”, acredita Silvia Papini. O resultado desse descuido é o surgimento de problemas que acometem o corpo todo — e podem, inclusive, abrir as portas para o mau humor.

Talvez você tenha notado a ausência de algumas integrantes da família B na tabela da página anterior. Não se trata de nenhum tipo de discriminação. Na verdade, aquelas representadas pelos números 1, 6, 9 e 12 aparecem com mais frequência nos estudos que estabelecem a ponte enre a geladeira e o cérebro. Mas, como você vê no quadro ao lado, a trupe não se encerra por aí.

Justificativas à parte, o fato é que estamos diante de micronutrientes capazes de modular a fabricação de neurotransmissores, substâncias químicas que promovem a comunicação entre as células do cérebro. Pesquisadores do Laboratório de Neurobiologia da Depressão da Universidade Federal de Santa Catarina mostravam que o folato, por exemplo, contribui indiretamente para a formação de serotonina, um dos neurotransmissores por trás da felicidade e da disposição. No organismo, a vitamina passa por uma série de transformações e acaba envolvida na produção desses mensageiros da alegria. Sem falar que ela é essencial para o desenvolvimento da massa cinzenta — as gestantes são orientadas a caprichar em suas doses justamente pelo bem do sistema nervoso da criança.

“Em meu doutorado, estudo os efeitos do ácido fólico em modelos animais com transtornos como a esquizofrenia”, conta a farmacêutica Josiane Dudni, que realiza suas pesquisas na universidade catarinense. Ela desconfia que a B9, presente nos cogumelos, nos brócolis, no tomate e na rúcula, influencia também na liberação da dopamina e da noradrenalina, que completam o trio paz e amor. “Mas essa ação ainda não está clara e precisa ser investigada”, pondera. Faltou falar da B1, ou tiamina, que não é menos importante do que suas irmãs. Encontrada na carne de porco e no pistache, ela participa da conversão da glicose em energia — e, sem energia, a mente cede às pressões do cotidiano.

Depois de conhecer os benefícios do complexo B para a cabeça, vai dar vontade de largar a revista correndo e ir direto comprar a versão encapsulada da vitamina. Mas essa não é uma boa ideia. “É muito comum as pessoas apresentarem reações adversas ao consumo exagerado dessas substâncias, como manchas vermelhas na pele”, avisa Silvia Papini. Sem contar que uma dieta equilibrada é perfeitamente capaz de suprir as necessidades diárias de um adulto saudável. “O caso dos vegetarianos é diferente”, lembra Lara Siqueira. “Como eles não ingerem carne, a principal fonte de vitamina B12, devem procurar a orientação de um especialista”, acrescenta. O mesmo vale para quem foi submetido a uma cirurgia bariátrica. Nessa situação, o organismo perde a capacidade de sintetizar a B12.

Equilibre o seu humor

vitamina de bom humor

É claro que apostar apenas nas protagonistas desta reportagem não é o suficiente para viver feliz para sempre. “O consumo de carboidratos e de algumas proteínas é fundamental para evitar a tristeza”, lembra Ivan de Araújo, neurocientista da Universidade Yale, nos Estados Unidos (veja por que no quadro da página seguinte). E é bom deixar claro que a alimentação é um dos diversos fatores, e não o único, envolvido no surgimento de males como a depressão. Não dá para excluir a tendência genética e as influências do próprio ambiente. “Para evitar o mau humor, nenhuma receita funciona sem este ingrediente: equilíbrio”, finaliza José Alves Lara Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Experimente começar por aí.

As Outras B

Elas não costumam ser muito citadas em pesquisas sobre a modulação do humor, mas não sejamos injustos. Nosso corpo, e mesmo o cérebro, precisa de B2, B3, B5 e biotina, as outras vitaminas do complexo B, tanto quanto de qualquer nutriente. Aliás, muitos médicos lançam mão da B3 para aplacar os sintomas da tensão pré-menstrual na mulherada, um sinal de que ela também tem seu papel no controle da irritação. As fontes são praticamente as mesmas em que se encontra o resto da família: carnes e ovos, principalmente.

Mais ingredientes da alegria

Triptofano

“A serotonina depende desse aminoácido para ser produzida”, comenta Ivan de Araújo, da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Diferentemente das vitaminas do complexo B, ele tem relação direta com a constituição do neurotransmissor. Portanto, trate de colocar feijão, grão-de-bico, ervilha, carnes, peixe, leite e ovos no prato.

Fenilalanina

Aproveite os alimentos citados acima para extrair suas pitadas desse outro aminoácido essencial, ou seja, que não é produzido pelo organismo. Ele será transformado em tirosina e participará da produção de dopamina e noradrenalina, neurotransmissores que definem como reagimos diante do mau humor alheio.

Carboidratos

Nem pense em deixá-los de lado. O cérebro precisa de glicose para funcionar, e é nos pães, nas massas e no arroz que a encontramos em boas quantidades — prefira as versões integrais, que contêm mais fibras, as responsáveis por tornar a absorção do açúcar mais lenta. De quebra, esses alimentos disparam processos no corpo que permitem que o triptofano trabalhe melhor.

Minerais

Magnésio, potássio, cobre, selênio… Existem indícios de que o quarteto deixa as células do cérebro mais ligadas. Para que eles não faltem no seu dia a dia, coma tofu, semente de abóbora, banana, abacate e oleaginosas.

Dieta do suco pode fazer mal à saúde e aparência

O suco desintoxicante pode causar descamação na pele, perda de cabelo e até problemas dentários

A nova dieta do momento pode ter sérios efeitos colaterais. Os sucos de vegetais são os queridinhos de algumas celebridades, como Jennifer Aniston, Salma Hayek, Gwyneth Paltrow e Sarah Jessica Parker. Porém, de acordo com reportagem do jornal Daily Mail, a dieta do suco pode causar descamação na pele, perda de cabelo e até problemas dentários.

suco detox

Suco desintoxicante

O tal suco desintoxicante promete purificar o corpo e parece ser uma saudável mistura de frutas e vegetais, cheia de vitaminas, minerais e antioxidantes. No entanto, esse tipo de suco é benéfico apenas quando é acompanhado de uma alimentação equilibrada e não ingerido no lugar das refeições. Segundo Natalie Jones, da Associação Dietética Britânica, o corpo não precisa desse tipo de desintoxicação.

Outra questão apontada por Natalie é a impossibilidade de fazer exercícios em casos como esse. “Como não está ingerindo carboidrato é impossível manter suas atividades normalmente. Você vai se sentir tonto e exausto”, defende ela.

Dores de estômago também são um efeito colateral comum do suco desintoxicante. “Sem fibras na dieta, a constipação vai se tornar um problema em alguns dias e em longo prazo os seus níveis de colesterol podem ser afetados”, afirma Natalie. A dieta também pode ter efeito ao contrário, pois pode significar um aumento calórico. As vitaminas do liquido são as mesmas da fruta ou vegetal, porém quando você ingere o suco, seu corpo não gasta energia para digeri-lo.

“Se você só está bebendo sucos, está perdendo outros nutrientes, como proteínas, cálcio, vitamina D e gorduras essenciais”, explica Natalie. E isso tem reflexo em sua aparência também. De acordo com Philip Kingsley, especialista em couro cabeludo, quando seguida por duas semanas, a dieta pode causar queda de cabelo cerca de dois ou três meses depois. “É simples, se o seu organismo não está recebendo a nutrição que precisa, ele desliga os processos que não considera essencial à vida, e um deles é a produção do cabelo”, explica ele.

No entanto, o cabelo não é a única vítima. “Fazer essa dieta líquida por dois dias já gera um efeito profundo na pele. Ela ficará seca, pois você não recebe os ácidos graxos essenciais que ela precisa. Quem já apresenta uma tendência ao ressecamento, pode desenvolver até manchas de eczema”, afirma o dermatologista Sam Bunting. Após algum tempo, a alteração no ciclo de produção de insulina causada por essa dieta afeta o colágeno e elastina da pele, causando envelhecimento precoce.

Sua boca é outra parte do corpo a sofrer com a dieta. “Suco de vegetais e especialmente de frutas, que tendem a ter um maior teor de ácido, podem danificar o esmalte dos dentes”, diz o dentista Uchenna Okoye. Segundo ele, a frutose, açúcar natural das frutas, também pode causar cáries. Por isso, a nutricionista Natalie Jones recomenda tomar o suco de vegetais no máximo uma vez por semana, acompanhado de uma dieta equilibrada, para que não faça mais mal do que bem à saúde.