Hérnia de Disco Aposenta? Entenda se é Possível

Muitas pessoas sentem dúvidas com relação à hérnia de disco aposenta, principalmente as pessoas que sofrem com essa condição que estão se tornando cada vez mais comuns. Tudo isso porque as dores na coluna são uma das principais causas de afastamento de trabalhadores de suas funções de trabalho.

De acordo com instituições especializadas em dores na coluna atualmente são mais de 160 mil licenças anuais, sendo essa a segunda maior causa de aposentadoria por invalidez. Tudo isso apenas afirma o quanto o problema é grave e justifica a quantidade de dúvidas, principalmente se a hérnia de disco aposenta.

Saiba um pouco mais sobre a doença e o que é necessário para conseguir uma aposentadoria.

Aposentadoria Por Invalidez
Hérnia de Disco Aposenta?

A hérnia de disco aposenta?

Comprovada a gravidade da hérnia de disco, a continuidade com o trabalho pode acabar agravando a doença, assim também como surge o risco de vida pessoal e das pessoas ao redor. Por conta da irritação causada no nervo, os sinais enviados pelo cérebro podem acabar sendo interrompidos, fazendo com que resulte em uma fraqueza muscular.

Conheça a seguir as principais causas que podem determinar uma aposentadoria por hérnia de disco:

  • Ergonomia inadequada no ambiente de trabalho, sendo de mesas e cadeiras;
  • Quantidade muito grande de carga para o trabalhador que trabalha pegando peso, podendo até mesmo desenvolver problemas mais sérios na coluna, causando incapacitação a médio ou longo prazo;

Com os problemas citados acima, torna-se possível conseguir uma aposentadoria por hérnia de disco, sendo invalidez no INSS.

Como é a aposentadoria por invalidez?

Na aposentadoria por invalidez, o trabalhador recebe um benefício desde que esteja de forma permanente incapaz de exercer qualquer tipo de atividade, e que também não tenha condições de receber uma reabilitação em outra profissão. Tudo de acordo com um avaliação da perícia médica realizada pelo INSS.

O benefício por invalidez costuma ser pago enquanto a incapacidade existir, podendo ser reavaliado pelo INSS a cada dois anos. Maiores de 60 anos são isentos dessa obrigação.

Uma pessoa com hérnia de disco tem direito ao benefício?

Quando a pessoa apresenta uma dor lombar simples ou a hérnia de disco não será imediatamente beneficiada pela aposentadoria por invalidez, pois não somente o fato de ter o problema pode fazer com que tenha direito ao benefício.

Existem dois requisitos que são importantes para que o benefício possa ser enfim concedido:

  • A incapacidade precisa ser identificada por um perito médico do INSS, para ter certeza é apenas temporal ou permanente;
  • Que seja comprovado que a incapacidade que a pessoa possui impede não somente sua atividade de trabalho atual como também qualquer outro tipo de trabalho.

Com a incapacidade comprovada, de acordo com a Lei 8.213 o benefício deverá então ser concedido ao trabalhador. Mas, é sempre importante destacar que o beneficiário deve ter em mãos toda a documentação médica necessária para comprovar sua incapacidade antes de comparecer até a perícia médica no INSS.

Essa documentação inclui os laudos médicos, receituários, exames e prontuários sobre a doença em questão que precisa ser comprovada.

Hérnia de Disco
É importante prevenir a Hérnia de Disco

Para Prevenir a Hérnia de Disco

Uma das sugestões mais indicadas para prevenir a Hérnia de Disco é fazer exercícios físicos e manter a forma, e para isso nem precisa de aparelhos de ginástica. Esta seja talvez a melhor coisa que você possa fazer pelo seu corpo não só para prevenir a Hérnia de disco, como também evitar vários outros tipos de doença.

Portanto, se você quer ter uma vida mais saudável e não quer interromper a sua carreira cedo, sendo obrigado a sobreviver com um benefício do INSS, faça exercícios físicos de forma correta, evite pegar peso de qualquer jeito e sempre faça alongamentos.

Agindo assim você não só evitará uma aposentadoria precoce, como também vai ter a possibilidade de desfrutar de uma qualidade de vida e saúde sem precedentes.

Como entrar em forma sem a ajuda de aparelhos de ginástica

A próxima onda nas academias de ginástica é o exercício que tira proveito simplesmente da atração que a gravidade exerce sobre o corpo. É o que aponta uma pesquisa do Colégio Americano de Medicina do Esporte na qual mais de 3 mil profissionais de educação física dos cinco continentes opinaram sobre o que será tendência no ano que vem.

No levantamento já tradicional, feito há sete anos, pela primeira vez o chamado body weight training figura entre os cinco principais tópicos referentes ao mundo do fitness na próxima temporada.

O princípio desse tipo de treino é usar a massa corporal como carga, permitindo que o indivíduo se exercite em qualquer lugar, sem a necessidade de equipamentos. São os clássicos movimentos de agachamento, flexão de braço e polichinelo, conjunto de práticas pra lá de conhecidas, mas com uma roupagem diferente. Numa das versões, batizada de TRX, elásticos e fitas entram em ação, aumentando um pouco a resistência e, consequentemente, a eficiência.

exercicios livre

Força e boa postura

“O resultado da pesquisa surpreendeu. É a volta ao básico, com uma embalagem nova”, diz Walt, um dos coordenadores do estudo e professor de análise dos movimentos na Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos. “Acredito que as pessoas estejam procurando algo com baixo custo, que possa ser feito ao ar livre e seja efetivo”, avalia o especialista. A palavra-chave é simplicidade, e a ideia definitivamente não é conseguir a aparência de um halterofilista.

“Músculos grandes, conquistados com o aumento constante de carga nos exercícios, não significam saúde”, opina Marcelo, mestre em motricidade humana pela Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. “O importante é que sejam fortes para sustentar o corpo”, ele complementa. Para Tony, coordenador do curso de pós-graduação de educação física da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, está aí a vantagem do body weight training. “A prática se baseia em força, resistência e também alongamento, trazendo benefícios para todos os sistemas do organismo”, explica.

As sequências previstas no treinamento põem em movimento partes do corpo que, em tempos modernos, vivem inertes diante do volante do carro ou nas muitas horas em frente do computador. Ao fortalecer os músculos das costas e do abdômen, por exemplo, ela garante a boa postura, dando um basta às incômodas dores lombares.

Tendencia dos exercícios para saúde

Se a tendência não for atropelada pelas constantes novidades no campo das práticas esportivas e persistir por algumas temporadas, será possível acompanhar um desfile de corpos mais delgados e mais bem preparados para realizar tarefas do cotidiano. Porque engana-se quem acha que ter músculos explodindo é sinal de força em qualquer situação. “Uma pessoa com um bíceps muito grande pode ter dificuldades na hora de trocar um pneu”, exemplifica Tony Meireles. “Isso acontece porque ela provavelmente não fortaleceu justamente o músculo interno específico que ajudaria a girar a chave de roda. Ou então falta flexibilidade para se abaixar”, ele diz.

Ao mexer com o corpo de maneira global, com agachamentos, flexões e pulos, o body weight training é capaz de conquistar aqueles que acham difícil encarar as tradicionais e repetitivas sequências de abdominais. “Elas não são necessárias, já que todos os exercícios envolvem a musculatura dessa região”, tranquiliza Meireles. E mesmo quem já escapou há tempos do sedentarismo pode obter vantagens ao somar o sistema à sua rotina. “Conheço corredores que participam de provas de 30 quilômetros mas que não conseguem sustentar uma perna no ângulo de 90° por muito tempo”, diz Miguel, personal traine em São Paulo.

Orientação é fundamental

Bateu o entusiamo e já está se preparando para a série descrita logo aí embaixo? Ótimo, mas valem alguns alertas. O primeiro deles: a presença de um profissional de educação física durante o aprendizado das posturas é importantíssima, pois movimentos mal realizados podem gerar torções que impactam nos joelhos, tornozelos e coluna. Na posição de prancha – com os braços estendidos, as mãos apoiadas no chão, formando um ângulo de quase 45° com as costas, e as pernas esticadas -, é comum sobrecarregar os pulsos e tensionar demais o pescoço. “Para obesos, a flexão de braço pode gerar dor nas costas”, acrescenta médico do esporte do Hospital 9 de Julho, na capital paulista. Ele aponta a falta de orientação e o exagero como as principais causas de problemas na realização de exercícios que, por parecerem simples, induzem à falta de cuidado. Ele conta que recentemente tratou de um jovem com fratura por estresse nos dois braços. O rapaz tinha instalado uma barra em casa e contava com a elevação do peso do corpo para ganhar força, mas errou na dose e o resultado foi desastroso.

No ritmo esperado

“No que diz respeito à segurança, a musculação leva vantagem”, defende Marcelo Miranda. “Isso porque os equipamentos trabalham a favor de manter o posicionamento correto do corpo durante o exercício, diminuindo os riscos de lesão.” E, para quem faz questão de sentir avanços constantes na malhação, o body weight training pode deixar a desejar. Lembre-se: não há aumento de carga. Ou seja, depois de certo tempo, com o corpo já acostumado à série, os ganhos vão continuar na forma de mais agilidade, flexibilidade, tônus muscular e postura adequada – só que não dá para contar com aqueles músculos turbinados de quem vai acrescentando peso nos aparelhos de musculação tradicional.

No mais, é difícil saber quanto tempo essa onda vai durar, mas uma coisa é certa: nada como aproveitar o verão para tirar o máximo prazer de mexer o corpo ao ar livre.

Na esteira ou na rua?

Seguindo a tendência de se libertar de equipamentos, vale a pena deixar de lado o aparelho nos treinos aeróbicos de corrida ou caminhada? “Como resultado, correr na esteira é melhor, pois com ela é possível controlar intensidade e ritmo”, opina Marcelo. Já no quesito queima de calorias, leva vantagem quem dá as passadas na rua, porque a resistência do ar e o esforço para superar terrenos íngremes exigem um gasto maior de energia. O solo traria o benefício extra de oferecer mais impacto, o que é bom para a absorção de cálcio pelos ossos. Em contrapartida, é preciso mais atenção para evitar quedas e torções. “Sair da esteira para a rua exige adaptações, mas está comprovado que atividades ao ar livre são mais prazerosas”, arremata Tony Meireles.

E a ginástica espartana?

Criado no século 1000 a.C., o método, sem uso de aparelhos, teria a capacidade de transformar garotos franzinos em homens tão fortes como os guerreiros de Esparta. Mas há quem considere essa denominação puro marketing. “Não há registros sobre as séries de exercícios físicos usadas na Grécia antiga”, diz Guilherme, coordenador do curso de educação física da Universidade Gama Filho. “A organização dos treinos de qualquer atividade física, com exceção de algumas artes marciais do Oriente, só aconteceu a partir do século 19, quando o homem passou a ter mais conhecimento sobre fisiologia e anatomia humana.”

Menopausa e os sintomas de curto a longo prazo

Por muitos anos acreditava-se que a menopausa era uma doença. Hoje já se sabe que a menopausa é um processo fisiológico natural que ocorre na vida das mulheres, que geralmente se inicia entre os 45-50 anos, período esse que corresponde à fase da vida da mulher em que ocorre a transição do período reprodutivo onde a mulher passa a ter dificuldades para engravidar e ficar não reprodutivo.

A menopausa delimita as duas fases do climatério: pré-menopausa e pós-menopausa. A fase pré-climatério é caracterizada por alterações hormonais no quais os níveis de estrógeno e progesterona (hormônios sexuais femininos) diminuem gradativamente até que os ovários deixem de produzi-los e com isso, a ovulação cessa. Dessa forma a menstruação passa a ser irregular, havendo episódios de hemorragias, períodos de escassez, fazendo que seja mais ou menos freqüentes, até que cesse de vez, o que caracteriza o início do pós climatério que se prolonga até a velhice (período indeterminado).

menopausa da mulher

Embora a menopausa não seja uma doença e sim um período na vida da mulher, é fortemente marcado por diversas alterações fisiológicas, psicológicas e sociais importantes, com vários sintomas característicos que causam grandes desconfortos e prejudicam a qualidade de vida das mulheres.

Esta transição hormonal pode ainda levar ao aparecimento e/ou agravar algumas doenças. Em longo prazo, o mais comum é a osteoporose (fraturas osteoporóticas), acidentes cardiovasculares, aterosclerose, alterações degenerativas do sistema nervoso central como o Alzheimer. Essas são as de maior importância uma vez que representam altos índices de mortalidade, sendo aproximadamente 52% das mortes em mulheres acima de 50 anos.

Evidentemente que além dessas possíveis conseqüência à longo prazo, a curto e médio prazo temos comumente alguns sintomas:

SINTOMAS A CURTO PRAZO

– Ondas de calor repentinas (geralmente pescoço, face e tórax). Sintoma inicial mais como que acomete mais de 50% das mulheres que entram na menopausa, no entanto sua freqüência diminui para 30% das mulheres após três anos de menopausa. Lembrando que esse sintoma poderá persistir em até 16% das mulheres com 67 anos de idade;

– Suores noturnos;
– Alterações no sono (insônia);
– Alterações de humor como irritabilidade;
– Depressão.

MÉDIO PRAZO

– Diminuição de libido sexual (menor desejo sexual);
– Ressecamento vaginal;
– Dor durante o ato sexual (dispareunia);
– Atrofia em órgãos genitais;
– Diminuição de atenção e de perda/diminuição de memória.

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL

A Terapia de Reposição Hormonal tem o objetivo de fornecer a mulher os hormônios que estão em déficit a fim de amenizar ou eliminar os sintomas já mencionados e melhorar a qualidade de vida. A modulação hormonal feita com hormônios bioidênticos (TMHB) é a terapia mais moderna e que apresenta melhores resultados com menos efeitos colaterais. O hormônio bioidêntico é uma substância que possui “uma estrutura molecular exatamente idêntica à dos hormônios equivalentes produzidos pelo nosso próprio organismo, independentemente da fonte da qual se origina (assim pode ser natural ou sintética)” (hormônios bioidênticos, 2012).

Porém é fundamental que antes de iniciar esta terapia a mulher passe por uma avaliação médica muito criteriosa a fim de investigar se esta é a melhor opção ou não.

NUTRIÇÃO NA MENOPAUSA

A alimentação saudável e adequada pode auxiliar as mulheres na menopausa a amenizar os sintomas indesejáveis e alcançar ou manter um peso saudável. Isto tanto para as que fazem reposição hormonal, quanto principalmente àquelas que por algum motivo não podem fazer.

É comum que nesta fase haja uma maior facilidade de armazenar gordura e diminuir massa magra, nesta condição o metabolismo desacelera, a mulher vai ficando com uma composição corporal mais andrógena (com acúmulo de gordura abdominal), e isto representa maior risco às doenças cardiovasculares, como já mencionado, resistência insulínica, Diabetes tipo II e hipertensão arterial. Além disto, estudos demonstram que mulheres que apresentam, sobrepeso ou obesidade na menopausa podem ter sintomas mais intensos.
Há nutrientes específicos que tem ação na modulação hormonal e consequentemente pode amenizar os sintomas da menopausa. Portanto, fazer uma alimentação saudável consumindo com maior freqüência estes alimentos pode beneficiar muito as mulheres neste período.

Contudo fatores como o sedentarismo, obesidade e todas as doenças associadas com desequilíbrios orgânicos, excesso de consumo de alimentos industrializados, estresse, por exemplo, tem influência direta com a intensidade de tais sintomas.

Dessa forma, podemos ressaltar que para que possamos diminuí-los, a alimentação bem como a prática regular de exercícios físicos é fundamental.
Sendo assim, é primordial cuidar da alimentação, iniciando esse cuidado desde a infância e adolescência, pensando sempre na prevenção, pois dessa forma conseguimos modular todos esses sintomas, bem como prevenir algumas doenças crônicas associadas com estilo de vida e alimentação.

Vitamina B de bom humor

Escolhas feitas à mesa têm tudo a ver com a maneira como você leva a vida. O time vitaminado do complexo B não pode faltar no prato de quem deseja manter a apatia e o desânimo bem longe da rotina

Às vezes o dia acorda mais cinzento. Bate aquele cansaço, uma preguiça quase insuportável de encarar o mundo. Quando isso acontece, repare que é comum jogar a culpa no excesso de trabalho, nas vias intransitáveis da cidade, entupidas de veículos, e nas contas a pagar. Sobra até para a sogra, mas raramente relacionamos a falta de ânimo ao que comemos. Segundo pesquisas recentes, já está mais do que na hora de levar esse elo a sério. “Muitas doenças de fundo emocional são favorecidas, também, pela alimentação”, revela a nutricionista Silvia Papini, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo.

Esqueça a ideia de que abocanhar um chocolate é a solução para melhorar o humor. Está certo que uma barra de cacau que derrete na boca é puro deleite. No entanto, vamos falar aqui de como nossos hábitos alimentares podem contribuir para a produção e a manutenção de substâncias que preservam o alto-astral. Nesse cenário, destacam-se algumas vitaminas do complexo B. Acaba de ser publicado pelo Instituto Rush para o Envelhecimento Saudável, nos Estados Unidos, um trabalho que evidencia o vínculo entre o consumo de B6 e B12 e a prevenção de sintomas de depressão. “Níveis insuficientes desses micronutrientes estão associados à doença”, escreve Kimberly Skarupski, professora do Centro Médico da Universidade Rush, em artigo enviado a SAÚDE!. Em outras palavras, investir nas fontes dessas substâncias ajudaria a afastar a fadiga e os pensamentos negativos.

Por sorte, elas estão bem distribuídas nos alimentos. “Carnes, ovos e folhas verdes são ricos em vitaminas do complexo B”, conta a nutricionista Lara Siqueira, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar, em São Paulo. “O problema é que a população não está comendo direito”, acredita Silvia Papini. O resultado desse descuido é o surgimento de problemas que acometem o corpo todo — e podem, inclusive, abrir as portas para o mau humor.

Talvez você tenha notado a ausência de algumas integrantes da família B na tabela da página anterior. Não se trata de nenhum tipo de discriminação. Na verdade, aquelas representadas pelos números 1, 6, 9 e 12 aparecem com mais frequência nos estudos que estabelecem a ponte enre a geladeira e o cérebro. Mas, como você vê no quadro ao lado, a trupe não se encerra por aí.

Justificativas à parte, o fato é que estamos diante de micronutrientes capazes de modular a fabricação de neurotransmissores, substâncias químicas que promovem a comunicação entre as células do cérebro. Pesquisadores do Laboratório de Neurobiologia da Depressão da Universidade Federal de Santa Catarina mostravam que o folato, por exemplo, contribui indiretamente para a formação de serotonina, um dos neurotransmissores por trás da felicidade e da disposição. No organismo, a vitamina passa por uma série de transformações e acaba envolvida na produção desses mensageiros da alegria. Sem falar que ela é essencial para o desenvolvimento da massa cinzenta — as gestantes são orientadas a caprichar em suas doses justamente pelo bem do sistema nervoso da criança.

“Em meu doutorado, estudo os efeitos do ácido fólico em modelos animais com transtornos como a esquizofrenia”, conta a farmacêutica Josiane Dudni, que realiza suas pesquisas na universidade catarinense. Ela desconfia que a B9, presente nos cogumelos, nos brócolis, no tomate e na rúcula, influencia também na liberação da dopamina e da noradrenalina, que completam o trio paz e amor. “Mas essa ação ainda não está clara e precisa ser investigada”, pondera. Faltou falar da B1, ou tiamina, que não é menos importante do que suas irmãs. Encontrada na carne de porco e no pistache, ela participa da conversão da glicose em energia — e, sem energia, a mente cede às pressões do cotidiano.

Depois de conhecer os benefícios do complexo B para a cabeça, vai dar vontade de largar a revista correndo e ir direto comprar a versão encapsulada da vitamina. Mas essa não é uma boa ideia. “É muito comum as pessoas apresentarem reações adversas ao consumo exagerado dessas substâncias, como manchas vermelhas na pele”, avisa Silvia Papini. Sem contar que uma dieta equilibrada é perfeitamente capaz de suprir as necessidades diárias de um adulto saudável. “O caso dos vegetarianos é diferente”, lembra Lara Siqueira. “Como eles não ingerem carne, a principal fonte de vitamina B12, devem procurar a orientação de um especialista”, acrescenta. O mesmo vale para quem foi submetido a uma cirurgia bariátrica. Nessa situação, o organismo perde a capacidade de sintetizar a B12.

Equilibre o seu humor

vitamina de bom humor

É claro que apostar apenas nas protagonistas desta reportagem não é o suficiente para viver feliz para sempre. “O consumo de carboidratos e de algumas proteínas é fundamental para evitar a tristeza”, lembra Ivan de Araújo, neurocientista da Universidade Yale, nos Estados Unidos (veja por que no quadro da página seguinte). E é bom deixar claro que a alimentação é um dos diversos fatores, e não o único, envolvido no surgimento de males como a depressão. Não dá para excluir a tendência genética e as influências do próprio ambiente. “Para evitar o mau humor, nenhuma receita funciona sem este ingrediente: equilíbrio”, finaliza José Alves Lara Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia. Experimente começar por aí.

As Outras B

Elas não costumam ser muito citadas em pesquisas sobre a modulação do humor, mas não sejamos injustos. Nosso corpo, e mesmo o cérebro, precisa de B2, B3, B5 e biotina, as outras vitaminas do complexo B, tanto quanto de qualquer nutriente. Aliás, muitos médicos lançam mão da B3 para aplacar os sintomas da tensão pré-menstrual na mulherada, um sinal de que ela também tem seu papel no controle da irritação. As fontes são praticamente as mesmas em que se encontra o resto da família: carnes e ovos, principalmente.

Mais ingredientes da alegria

Triptofano

“A serotonina depende desse aminoácido para ser produzida”, comenta Ivan de Araújo, da Universidade Yale, nos Estados Unidos. Diferentemente das vitaminas do complexo B, ele tem relação direta com a constituição do neurotransmissor. Portanto, trate de colocar feijão, grão-de-bico, ervilha, carnes, peixe, leite e ovos no prato.

Fenilalanina

Aproveite os alimentos citados acima para extrair suas pitadas desse outro aminoácido essencial, ou seja, que não é produzido pelo organismo. Ele será transformado em tirosina e participará da produção de dopamina e noradrenalina, neurotransmissores que definem como reagimos diante do mau humor alheio.

Carboidratos

Nem pense em deixá-los de lado. O cérebro precisa de glicose para funcionar, e é nos pães, nas massas e no arroz que a encontramos em boas quantidades — prefira as versões integrais, que contêm mais fibras, as responsáveis por tornar a absorção do açúcar mais lenta. De quebra, esses alimentos disparam processos no corpo que permitem que o triptofano trabalhe melhor.

Minerais

Magnésio, potássio, cobre, selênio… Existem indícios de que o quarteto deixa as células do cérebro mais ligadas. Para que eles não faltem no seu dia a dia, coma tofu, semente de abóbora, banana, abacate e oleaginosas.

Dieta do suco pode fazer mal à saúde e aparência

O suco desintoxicante pode causar descamação na pele, perda de cabelo e até problemas dentários

A nova dieta do momento pode ter sérios efeitos colaterais. Os sucos de vegetais são os queridinhos de algumas celebridades, como Jennifer Aniston, Salma Hayek, Gwyneth Paltrow e Sarah Jessica Parker. Porém, de acordo com reportagem do jornal Daily Mail, a dieta do suco pode causar descamação na pele, perda de cabelo e até problemas dentários.

suco detox

Suco desintoxicante

O tal suco desintoxicante promete purificar o corpo e parece ser uma saudável mistura de frutas e vegetais, cheia de vitaminas, minerais e antioxidantes. No entanto, esse tipo de suco é benéfico apenas quando é acompanhado de uma alimentação equilibrada e não ingerido no lugar das refeições. Segundo Natalie Jones, da Associação Dietética Britânica, o corpo não precisa desse tipo de desintoxicação.

Outra questão apontada por Natalie é a impossibilidade de fazer exercícios em casos como esse. “Como não está ingerindo carboidrato é impossível manter suas atividades normalmente. Você vai se sentir tonto e exausto”, defende ela.

Dores de estômago também são um efeito colateral comum do suco desintoxicante. “Sem fibras na dieta, a constipação vai se tornar um problema em alguns dias e em longo prazo os seus níveis de colesterol podem ser afetados”, afirma Natalie. A dieta também pode ter efeito ao contrário, pois pode significar um aumento calórico. As vitaminas do liquido são as mesmas da fruta ou vegetal, porém quando você ingere o suco, seu corpo não gasta energia para digeri-lo.

“Se você só está bebendo sucos, está perdendo outros nutrientes, como proteínas, cálcio, vitamina D e gorduras essenciais”, explica Natalie. E isso tem reflexo em sua aparência também. De acordo com Philip Kingsley, especialista em couro cabeludo, quando seguida por duas semanas, a dieta pode causar queda de cabelo cerca de dois ou três meses depois. “É simples, se o seu organismo não está recebendo a nutrição que precisa, ele desliga os processos que não considera essencial à vida, e um deles é a produção do cabelo”, explica ele.

No entanto, o cabelo não é a única vítima. “Fazer essa dieta líquida por dois dias já gera um efeito profundo na pele. Ela ficará seca, pois você não recebe os ácidos graxos essenciais que ela precisa. Quem já apresenta uma tendência ao ressecamento, pode desenvolver até manchas de eczema”, afirma o dermatologista Sam Bunting. Após algum tempo, a alteração no ciclo de produção de insulina causada por essa dieta afeta o colágeno e elastina da pele, causando envelhecimento precoce.

Sua boca é outra parte do corpo a sofrer com a dieta. “Suco de vegetais e especialmente de frutas, que tendem a ter um maior teor de ácido, podem danificar o esmalte dos dentes”, diz o dentista Uchenna Okoye. Segundo ele, a frutose, açúcar natural das frutas, também pode causar cáries. Por isso, a nutricionista Natalie Jones recomenda tomar o suco de vegetais no máximo uma vez por semana, acompanhado de uma dieta equilibrada, para que não faça mais mal do que bem à saúde.